De olho na vice, PDT busca unificar frente de centro-esquerda em Goiás, segundo presidente estadual

 

Com convenção estadual marcada para a próxima segunda-feira, dia 3 de agosto, o PDT intensificou as negociações para definir o papel do partido nas eleições de 2026 em Goiás. Em entrevista exclusiva à BandNews FM Goiás, nesta quarta-feira, 30, o presidente estadual da legenda, Kowalski Ribeiro, afirmou que a prioridade é construir uma frente unificada de centro-esquerda para disputar o governo do estado e apoiar a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, PT.

Embora não integre a federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, o PDT participa das articulações para a formação de uma chapa única no campo da centro-esquerda.

Segundo Kowalski, o partido já abriu mão da intenção de disputar uma vaga ao Senado para facilitar as negociações e agora busca espaço na composição da chapa majoritária.

“Chegamos à conclusão de que seria melhor concentrar as candidaturas ao Senado. A direita está fragmentada e a esquerda precisa apresentar um projeto competitivo. O PDT abriu mão dessa pretensão e passou a discutir a possibilidade de indicar o candidato a vice-governador”, declarou em conversa com a jornalista Rosane Kotoski, no Bandnews Goiás 1ª Edição.

O dirigente explicou que a estratégia está alinhada à decisão nacional do partido de apoiar a candidatura de Lula à reeleição. “O PDT já definiu nacionalmente o apoio ao presidente Lula porque entendemos que ele representa pautas como a pesquisa científica, a universidade pública, a educação, os direitos dos trabalhadores e o fortalecimento da democracia”, justifica.

 

Negociações entre PT e PSDB

Sobre as negociações entre PT e PSDB, Kowalski afirmou que as conversas estão mais avançadas com a Federação Brasil da Esperança e também com o ex-governador Marconi Perillo, PSDB. Segundo ele, o diálogo com o grupo do pré-candidato Daniel Vilela, MDB, não avançou em razão dos projetos nacionais distintos.

“Estamos bem avançados com a Frente Brasil da Esperança e também conversando com o ex-governador Marconi Perillo. Não avançamos com Daniel Vilela porque ele apoia a candidatura presidencial de Ronaldo Caiado, enquanto o PDT definiu apoio ao presidente Lula”, afirma.

O presidente do PDT ressaltou, entretanto, que o partido mantém diálogo com diferentes forças políticas, exceto com o PL. “ O único partido com o qual não mantemos diálogo político é o PL, em razão das diferenças de entendimento sobre a democracia”, destaca.

 

“As candidaturas do ex-governador Marconi Perillo e de Luiz César Bueno dialogam com um eleitorado semelhante”

Para Kowalski, as candidaturas do ex-governador Marconi Perillo e do ex- deputado estadual Luiz César Bueno, PT, dialogam com um eleitorado semelhante, o que abre espaço para uma composição antes mesmo do início oficial da campanha.

“O PDT trabalha pela construção de uma frente democrática em Goiás ainda no primeiro turno. As candidaturas de Marconi e de Luiz César conversam com o mesmo público e pensam de forma muito parecida. Se essa união será possível, as convenções vão responder” afirma categoricamente.

Além das negociações para a chapa majoritária, o dirigente destacou que o partido também está concentrado na organização das candidaturas proporcionais. Segundo ele, o PDT pretende registrar 42 candidatos a deputado estadual e 18 candidatos à Câmara dos Deputados.

“É um trabalho intenso. Precisamos organizar toda a documentação, montar as chapas proporcionais e, ao mesmo tempo, negociar as alianças para a eleição majoritária. É um período de muito trabalho para qualquer presidente de partido”, comenta.

As definições oficiais sobre o posicionamento do PDT nas eleições deste ano, devem ocorrer durante a convenção estadual da legenda, marcada para o dia 3 de agosto, e nas convenções dos demais partidos que negociam a formação da chapa de centro-esquerda em Goiás.

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