Contaminação por ácidos e fenol causa morte de peixes em córrego de Professor Jamil

 

Uma mancha rosa e com muita espuma tomou conta do Córrego Pernambuco, em Professor Jamil, após um caminhão carregado com ácidos e fenol pegar fogo na BR-153, nesta terça-feira, 28.

A carga altamente perigosa, segundo especialistas, escorreu para a vegetação e atingiu o afluente do Rio Dourados, responsável pelo abastecimento da cidade. A água do córrego mudou de cor e o cheiro forte assustou os moradores da região.

A Polícia Civil investiga o caso como crime ambiental, mas em casos como esses, antes de procurar o culpado pela ação criminosa e entender as circunstâncias do crime, é importante desenvolver medidas para coibir as consequências do ato, segundo o titular da Delegacia do Meio Ambiente, delegado  Luziano de Carvalho.

“Eu estou preocupado agora em fazer a remediação daquele produto. Trata-se de um córrego pequeno, mas que abastece a cidade”, comenta em entrevista à Bandnews FM nesta quarta-feira, 29.

O transporte desse tipo de produto por si só já é um crime ambiental, segundo o delegado. No caso dessa contaminação que causou a morte de peixes na região, outras consequências estão sob investigação. “A polícia apura ainda a poluição do solo, além do recurso hídrico do manancial”, compartilha.

A Saneago chegou a suspender a captação de água por precaução, mas liberou o sistema após testes constatarem que a contaminação não chegou ao ponto de captação, que fica a sete quilômetros do acidente. O monitoramento segue de hora em hora. 

Diversos órgãos atuam para esclarecer os fatos e encontrar caminhos para solucionar o problema, dentre eles: Saneago, Ibama, Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Semad e Polícia Técnico-Científica.

Luziano defende a criação de protocolos rigorosos sobre os procedimentos adequados de remediação em casos como esse. “Este episódio deve servir como um alerta sobre o transporte de produtos perigosos nas rodovias do Brasil e de Goiás”, afirma.

A Polícia Rodoviária Federal constatou que o motorista do caminhão não tinha curso obrigatório para transportar produtos perigosos. A empresa responsável contratou uma equipe de emergência para tentar conter os estragos, enquanto a Semad fiscaliza as ações.