O governador Ronaldo Caiado colocou a Parceria Público-Privada, PPP, da Saneago no centro do discurso desta quinta-feira, 12, ao defender o leilão marcado para o dia 25, na B3, em São Paulo. A proposta prevê a parceria com a iniciativa privada para ampliar a coleta e o tratamento de esgoto em 216 municípios goianos, além de 120 povoados, com contratos de 20 anos. A estimativa atual do projeto subiu para R$ 10,3 bilhões. Desse total, R$ 6,2 bilhões são destinados a investimentos e R$ 4,1 bilhões à operação.
Ao tratar da PPP, Caiado rebateu diretamente as críticas de que o modelo seria uma privatização disfarçada da companhia. O argumento do governo é que a Saneago continuará no comando do serviço, sem transferência de controle acionário. Pela modelagem apresentada, a estatal contratará as empresas vencedoras para executar obras e operar a estrutura de esgotamento sanitário nas três microrregiões definidas no edital. O bloco Centro tem previsão de R$ 2,4 bilhões em investimentos, o bloco Oeste de R$ 1,3 bilhão e o bloco Leste de R$ 2,5 bilhões.
O foco do governo é usar a parceria para acelerar a universalização do esgoto e cumprir as metas do marco legal do saneamento até 2033. Segundo o edital, a PPP deve beneficiar mais de 3,2 milhões de pessoas. A oposição e o sindicato dos trabalhadores questionam o modelo e já acionaram instâncias de controle. Ainda assim, o Palácio mantém a aposta no leilão como principal frente de expansão da Saneago neste momento e sustenta que não há previsão de impacto fora dos reajustes normais na tarifa de água e esgoto.
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