A Polícia Civil de Goiás deflagrou, nesta quarta-feira, 11, uma operação para apurar suspeitas de fraude em um contrato firmado em 2024 entre a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano e Social de Goiânia e uma empresa fornecedora de tinta inseticida. Segundo a investigação, o acordo previa a compra e a aplicação de 2.500 latas do produto, o equivalente a 10 mil litros, ao custo de R$ 4,4 milhões. Até agora, o prejuízo estimado aos cofres públicos é de R$ 2,7 milhões.
De acordo com a polícia, as apurações começaram em 2025 e apontaram uma série de irregularidades no processo de contratação e na execução do serviço. Entre os indícios levantados estão a atuação de um núcleo informal de compras dentro da secretaria para acelerar a contratação, a entrega de material fora das especificações do contrato, o fornecimento de produto perto do vencimento, falhas na fiscalização e falta de controle no almoxarifado. Além disso, os investigadores identificaram inconsistências entre a metragem contratada e a área realmente atendida.
A investigação também apura suspeitas de uso do produto em imóveis desativados ou sem critério técnico, assim como divergências entre o volume comprado, o que foi aplicado e o que teria sobrado. Durante a operação, a Justiça autorizou dois mandados de prisão em Brasília e 11 de busca e apreensão em Goiânia, Valparaíso de Goiás e no Distrito Federal.
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