Goiás contabiliza 4.809 pessoas em situação de rua, de acordo com dados do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua (OBPopRua), da Universidade Federal de Minas Gerais, com base no Cadastro Único. O levantamento traça um retrato da vulnerabilidade social no estado e evidencia desigualdades estruturais que seguem sem resposta efetiva.
Os homens representam a maior parte desse grupo, com 4.316 registros, enquanto as mulheres somam 493. O recorte racial reforça a desigualdade: pessoas negras correspondem a mais de 80% do total, somando 3.905 indivíduos, frente a 858 pessoas brancas. O dado revela como pobreza, exclusão social e raça estão diretamente relacionadas em Goiás.
A maior concentração está entre adultos de 18 a 59 anos, que juntos representam mais de 90% da população em situação de rua no estado. São 2.600 pessoas entre 18 e 39 anos e outras 2.346 na faixa de 40 a 59 anos. Idosos totalizam 382 registros, enquanto crianças e adolescentes aparecem em menor número, com 21 casos, o que ainda assim acende um alerta social.
A capital Goiânia concentra 1.860 pessoas nessa condição, o equivalente a 38,6% do total estadual. Ao todo, os dez municípios mais afetados reúnem quase 75% dos registros, confirmando a forte concentração do problema nos grandes centros urbanos, onde convivem oportunidades informais, serviços assistenciais e altos custos de moradia.


