O Ministério Público de Goiás, MPGO, recomenda que a Prefeitura de Goiânia suspenda imediatamente novas instalações e ampliações de grama sintética em canteiros, praças e parques da capital.
A promotora Alice de Almeida Freire também pede um plano de recuperação ambiental, com retirada do material já usado, destinação correta dos resíduos e revegetação com grama natural e espécies do Cerrado. O município terá 20 dias úteis para entregar um relatório com todas as áreas que receberam grama sintética e o cronograma de remoção e restauração.
A investigação da 7ª Promotoria aponta que a troca de grama natural por sintética, como na Avenida Castelo Branco, não traz benefício ambiental ou financeiro e ainda gera impactos negativos. Laudo técnico do MPGO indica que a grama sintética instalada é impermeável, aumenta o calor, impede infiltração da chuva e agrava riscos de alagamentos ao bloquear a recarga do solo.


