Os Ministérios Públicos Federal e de Goiás pedem à Justiça Federal que obrigue o Estado de Goiás a apresentar, com urgência, um plano emergencial para o Aterro Ouro Verde, em Padre Bernardo. Os órgãos apontam risco iminente de novos desabamentos por causa do período chuvoso e alegam falta de capacidade financeira da empresa para cumprir as medidas.
O principal risco, segundo o pedido, é o rompimento de lagoas de chorume, com liberação súbita de efluentes altamente contaminantes. As promotoras afirmam que o Estado tem dever constitucional de agir para evitar novo desastre ambiental. O MP também requer que a Secretara de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento, Semad execute reforço geotécnico emergencial nas lagoas para evitar colapso estrutural.
A Semad diz que não é correto usar recursos do Tesouro para problemas causados por empresa privada e afirma que a Ouro Verde cumpre o Termo de Ajustamento de Conduta firmado em julho.


