Documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos mencionam o médium João de Deus, condenado por crimes sexuais em Goiás, em arquivos relacionados ao caso do financista Jeffrey Epstein. O material integra o conjunto apelidado de “Biblioteca Epstein”.
A referência aparece em um e-mail de dezembro de 2020 que comenta uma reportagem internacional sobre a morte da ativista Sabrina Bitencourt, encontrada sem vida na Espanha, em 2019. Ela foi uma das principais denunciantes dos abusos atribuídos ao médium, que atuava em Abadiânia.
No conteúdo da mensagem, há comparação entre as acusações envolvendo João de Deus e o modelo de exploração sexual investigado no caso Epstein. O texto sugere que práticas descritas em Goiás teriam sido mencionadas como semelhantes às denúncias envolvendo propriedades do empresário nos Estados Unidos.
Autoridades ressaltam que a simples citação de um nome nos arquivos não implica culpa ou participação direta em crimes. Os documentos reúnem registros de contatos, menções e comunicações diversas ligadas ao círculo social e financeiro investigado no escândalo internacional.


