A Assembleia Legislativa de Goiás, Alego, aprovou, nesta segunda-feira, 22, o projeto de lei que oficializa a estadualização da Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo, a CMTC. Com a decisão, a companhia deixa a esfera municipal de Goiânia e torna-se uma empresa pública estadual vinculada à Secretaria-Geral de Governo, SGG.
Em entrevista ao Band News Goiás 1ª Edição, o Subsecretário de Políticas para Cidades e Transporte da SGG, Miguel Angelo Pricinotti, destacou que a mudança garante ao Estado o controle total das decisões estratégicas do transporte coletivo.
A mudança institucional mais significativa é a extinção do modelo de rodízio na indicação da presidência entre o Estado e a Prefeitura de Goiânia. Apesar da nova governança, o Governo de Goiás confirmou que a tarifa para o usuário permanece congelada em R$ 4,30 em 2025. Entretanto, Pricinote deixou claro que o congelamento é um compromisso do atual Governo, podendo ter alterações a partir de 2027, com um novo governador.
Do outro lado da moeda, o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, criticou a aprovação urgente da lei que estadualiza o transporte metropolitano sem consulta aos municípios. Ele alegou que a capital investe R$ 500 milhões anuais, e vê retrocesso na governança.
Já a prefeitura de Aparecida de Goiânia e Senador Canedo manifestaram apoio a nova gestão da RMTC, mantendo poder de decisão e subsídios para garantir tarifa congelada e modernização do sistema. Agora, a lei segue para sanção do governador Ronaldo Caiado.


