A Comissão Parlamentar de Inquérito do INSS encerrou os trabalhos na madrugada deste sábado (28) sem aprovar um relatório final. O desfecho ocorreu após a rejeição do parecer apresentado pelo deputado Alfredo Gaspar, que sugeria o indiciamento de mais de 200 pessoas, incluindo o empresário Fábio Luís Lula da Silva.
Após a votação, o presidente da comissão, Carlos Viana, decidiu encerrar a sessão sem analisar a proposta alternativa apresentada por parlamentares da base governista. Com isso, a CPI foi oficialmente finalizada sem um documento conclusivo.
O relatório rejeitado também citava nomes como o senador Weverton Rocha e previa medidas como pedidos de investigação e outras sanções. Já o texto alternativo defendido por governistas incluía cerca de 170 indiciamentos e mencionava o ex-presidente Jair Bolsonaro, mas não chegou a ser votado.
A votação foi marcada por intensa articulação política. Parlamentares aliados ao governo se mobilizaram para barrar o relatório original, em um cenário de forte divergência dentro da comissão.
Sem consenso entre os integrantes, a CPI chega ao fim sem conclusões formais, o que limita eventuais encaminhamentos jurídicos sobre as investigações realizadas ao longo dos trabalhos.


