As críticas do prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, UB, ao vereador Lucas Vergílio, MDB, ganharam novo contexto com o avanço, na Câmara Municipal, de duas pautas sensíveis para a administração: a Lei de Diretrizes Orçamentárias, LDO, de 2026 e o projeto que revoga a Taxa do Lixo. Em entrevista à Band News FM, o prefeito atribuiu ao parlamentar uma postura política que cria entraves à gestão municipal.
A análise do prefeito é que a relatoria apresentada por Lucas Vergílio busca limitar a capacidade de execução do orçamento da prefeitura, o que, segundo ele, prejudicaria diretamente a população.
O embate ficou evidente na Reunião Extraordinária da Comissão de Finanças desta sexta-feira, que fixou em 23% o limite de remanejamento orçamentário após negociação, mas acabou aprovando o voto em separado do vereador Pedro Azulão Jr.,MDB, alinhado ao Paço Municipal, mantendo o percentual defendido pela base do prefeito. A proposta inicial do relator previa percentuais menores para despesas correntes e investimentos, além de restrições adicionais a gastos com pessoal e dívida.
A tensão também se estendeu ao projeto que revoga a Taxa do Lixo, de autoria de Lucas Vergílio, cuja tramitação foi aprovada pela Comissão de Finanças por margem apertada, com voto de minerva do presidente do colegiado. Mabel criticou duramente a iniciativa e afirmou que a cobrança é uma exigência legal para municípios de grande porte, sob risco de sanções ao gestor em caso de descumprimento. Para o prefeito, a proposta cria insegurança administrativa e financeira.
Segundo Mabel, tanto na discussão da LDO quanto na Taxa do Lixo, a atuação do emedebista representa uma tentativa de submeter o Executivo a pressões políticas, algo que ele afirma não aceitar. O prefeito defende que a aprovação de um orçamento equilibrado e a manutenção da taxa são fundamentais para garantir a continuidade dos serviços públicos e a estabilidade fiscal da capital.


