Luís César Bueno defende industrialização de terras raras e reforma tributária para desenvolver Goiás

O candidato pelo PT, Luís César Bueno, foi o primeiro entrevistado na série de sabatinas com os candidatos ao Governo de Goiás realizada pela BandNews FM. Ele é natural de Goiânia e professor, formado em História e Estudos Sociais pela Universidade Católica de Goiás. Iniciou a militância política ainda jovem, nos movimentos estudantil, popular e sindical, e participou da fundação do PT em Goiás.

Em 1996, foi eleito vereador de Goiânia e reeleito em 2000. Em 2002, chegou à Assembleia Legislativa de Goiás como deputado estadual, sendo reeleito em 2006, 2010 e 2014, para quatro mandatos consecutivos. Também ocupou cargos na administração pública municipal e exerceu funções de liderança no PT.

Neste ano, após idas e vindas, foi escolhido pelo Partido dos Trabalhadores para disputar o Governo de Goiás, tendo Carlos Mundim, do PDT, como candidato a vice.

Durante a sabatina, Bueno afirmou que se sente honrado em representar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Goiás, estado que lidera o agronegócio. Segundo ele, o governo federal ampliou os investimentos no setor. “Eu fico feliz de representar o presidente Lula na terra do agronegócio, porque o presidente Lula fez muito para o agronegócio”, afirmou.

Bueno comparou os investimentos no setor durante o governo de Jair Bolsonaro com os atuais. Segundo o candidato, eram R$ 287 bilhões e hoje são R$ 525 bilhões.

O petista também destacou o apoio ao produtor arrendatário, que, segundo ele, historicamente enfrenta dificuldades por não possuir a terra. “O problema hoje que tinha no agronegócio é que você tem o produtor que tem terra e aquele que não tem terra, o arrendatário”, disse.

Para Bueno, as políticas de financiamento para esse produtor e a articulação do presidente Lula com países do Oriente Médio contribuíram para o desempenho do agronegócio brasileiro.“Com a articulação forte que o presidente Lula fez nos países do Oriente Médio para comprar a soja e a carne do Brasil, nós estamos tendo a maior safra que o Brasil já teve”, afirmou.

Bueno defendeu a reforma tributária e a industrialização das terras raras como propostas centrais para o desenvolvimento de Goiás. Ele também afirmou que o Estado tem capacidade de crescimento no setor produtivo e defendeu o fortalecimento do ensino profissionalizante voltado ao arranjo produtivo.

O candidato afirmou que o processo de transição dos combustíveis fósseis para os carros elétricos aumenta a importância das terras raras. Para ele, Goiás deve criar uma cadeia produtiva em torno desses minerais.“Nós não podemos entregar essas terras raras para o Donald Trump, como o atual governo quer fazer, sem qualquer lastro de montar uma cadeia produtiva no estado”, afirmou.

Como proposta, Bueno defendeu a criação do “Vale das Terras Raras”, inspirado no Vale do Silício, nos Estados Unidos. “Então nós vamos criar o Vale das Terras Raras e, a partir daí, ser algo semelhante ao Vale do Silício nos Estados Unidos, onde nós vamos fazer uma grande cadeia de produção que vai melhorar significativamente a nossa arrecadação”, disse.

Para a atração de investimentos, Bueno também defendeu a simplificação da cobrança de impostos por meio da reforma tributária sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.“Vamos usar a reforma tributária como ponto atrativo, porque com a reforma tributária todos os estados serão iguais”, afirmou.

O candidato destacou ainda a localização de Goiás e a estrutura logística do Estado como fatores que podem contribuir para a chegada de novos investimentos. Segundo Bueno, a estrutura poderá ser ampliada para garantir a chegada de novas empresas automobilísticas e investimentos industriais, sobretudo nos setores de metalurgia e agronegócio. “Goiás está numa localização privilegiada, todas as nossas principais rodovias do Brasil passam por Goiás e nós temos uma estrutura logística que poderá ser ampliada”, declarou.

Bueno também defendeu o aumento da arrecadação do Estado. Segundo ele, Goiás precisa ampliar os atuais R$ 54 bilhões em pelo menos 30% a 40%. “Agora não dá para ficar com uma arrecadação de R$ 54 bilhões, é ínfima, não dá. Temos que crescer pelo menos 30% a 40% essa arrecadação”, afirmou.

Para isso, o candidato disse que pretende estabelecer uma aliança com o Fisco, mas sem o que chamou de “terror fiscal”. Ele defendeu o combate ao contrabando e à lavagem de dinheiro. “Para isso vou ter que fazer uma aliança com o Fisco, não para fazer terror fiscal, mas para combater o contrabando, combater a lavagem de dinheiro”, disse.

Para Bueno, o novo modelo tributário “encerrou a guerra fiscal entre os Estados”. Ele afirmou se sentir tranquilo quanto ao tema porque, nas palavras dele, Goiás tem uma “infraestrutura poderosa”.

Apesar de defender a reforma tributária, o candidato ao Governo de Goiás disse que será necessária a criação de um gabinete de gestão junto à Secretaria de Economia para realizar um processo de implantação de uma estrutura para que o Estado não seja penalizado no período de transição do novo modelo fiscal.

Luís César Bueno também respondeu perguntas sobre saúde, infraestrutura, OSs e segurança pública. Nesta semana, a BandNews continua com a série de sabatinas com os candidatos ao Palácio das Esmeraldas e seus vices na chapa, seguindo a ordem dos partidos com representação no Congresso Nacional.