Há uma semana, o fogo consome áreas de vegetação nativa próximas ao Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, no norte goiano. Desde o dia 25 de setembro, já foram registrados cerca de 20 focos de incêndios, que devastaram aproximadamente 57 mil hectares, segundo dados das equipes de monitoramento.
As operações de combate envolvem bombeiros militares, brigadistas e voluntários, que se revezam em turnos contínuos. Com apoio aéreo e o uso de aceiros — faixas de contenção que impedem o avanço das chamas —, as equipes tentam conter os focos e proteger as comunidades rurais e o ecossistema local. O esforço conjunto de diferentes órgãos ambientais e de segurança tem sido decisivo para evitar que o fogo atinja áreas de preservação mais sensíveis.
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) informou que, até o momento, o fogo não alcançou a área interna do Parque Nacional, que permanece aberto para visitação. A prioridade das equipes, segundo o órgão, é o controle total do incêndio. Após o resfriamento das áreas atingidas, uma perícia técnica será realizada para identificar as causas do desastre ambiental.
O Ibama reforça que, durante o período de estiagem, a maioria das queimadas tem origem em ações humanas — muitas vezes ligadas à queima de lixo, limpeza de terrenos ou manejo inadequado de pastagens. Por isso, o órgão orienta a população a evitar qualquer tipo de fogo em áreas urbanas e rurais, alertando que pequenas faíscas podem resultar em grandes tragédias ambientais.

