Gustavo Gayer, PL, projeta mais de 40 senadores de direita e defende mudança no Congresso Federal

Conhecido pela militância e defesa do conservadorismo e com forte presença nas redes sociais, Gustavo Gayer é um dos candidatos do PL de Jair Bolsonaro, ao Senado Federal nas eleições de 2026. O político, que atua no Legislativo Federal desde que foi eleito em 2022, agora disputa uma das duas vagas goianas na Casa Alta, com o compromisso de fazer uma verdadeira transformação no Congresso.

Durante conversa que durou pouco mais de 40 minutos na BandNews FM nesta terça-feira, 01, o bolsonarista disse que um dos seus principais objetivos é resgatar o bom senso da população brasileira e, para isso, aposta em cadeiras no Congresso. Gayer afirmou que o grupo político de Jair Bolsonaro e do senador Flávio Bolsonaro listou 47 candidatos ao Senado e que 26 deles aparecem entre os primeiros colocados nas pesquisas em seus respectivos estados.

Segundo o candidato, atualmente o Senado conta com 17 parlamentares que devem permanecer na Casa, enquanto outros 54 tentarão a reeleição ou disputarão outros cargos. A expectativa dele é que, com a eleição dos 26 candidatos, a bancada de direita chegue a 43 senadores.

“O plano é o seguinte: nós temos 47 candidatos hoje. Desses 47, 26 estão pontuando entre primeiro e segundo lugar nos seus respectivos estados. Se nós elegermos esses 26, nós teremos 43 senadores”, afirmou.

Gayer aproveitou a sabatina também para criticar o índice de endividamento das famílias brasileiras, que atualmente chega a 80%. Enquanto a população tenta respirar em meio ao cenário econômico, as chamadas bets, que o Congresso tenta regulamentar ou extinguir, mas sem êxito até o momento, se apresentam como verdadeiras aliadas desse desastre, segundo o candidato.

Ao comentar sobre a proposta, Gayer disse ser contrário às apostas online e defendeu o fim desse tipo de atividade no país. Ele confirmou ainda que considera que a prática contribui para o endividamento das famílias brasileiras.

No entanto, ao ser questionado sobre o fato de ter votado contra a taxação das bets na Câmara dos Deputados, disse que não se lembrava ao certo da matéria e que possivelmente havia outro ponto do texto que teria provocado a rejeição. Ele comparou a situação com o trâmite de um projeto relacionado à misoginia.

Ainda durante a entrevista, o candidato comentou sobre a sua evolução em três anos na política partidária e relembrou a época em que enviava receita de bolo como resposta à imprensa. Gayer avaliou que a experiência no Congresso o ensinou que é necessário dialogar e formar grupos para conseguir promover mudanças.

“Esses três anos e meio foram uma faculdade para mim. A gente tem que conversar com todos os lados, a gente tem que formar grupo. Ficar sozinho gritando não faz mudança”, afirmou.

Ao falar sobre o episódio das receitas de bolo, Gayer relembrou um episódio de 2020 em que, segundo ele, foi alvo de uma cobertura jornalística que quase destruiu sua vida. O parlamentar afirmou que a repercussão provocou ameaças contra sua família e ataques à escola onde trabalhava.

Gayer disse ainda que tentou enviar uma nota à imprensa para apresentar sua versão sobre o episódio, mas afirmou que ela não teria recebido a mesma atenção. Na avaliação dele, a experiência gerou uma mágoa que também atingiu sua família.

“Minha vida foi quase destruída por causa de uma imprensa militante, uma imprensa que não quis ouvir o meu lado”, declarou. Segundo o candidato, foi por esse motivo que passou a enviar receitas de bolo durante determinado período. “Às vezes que eu tentava responder alguma coisa, minha resposta era completamente deturpada”, afirmou.

Gustavo Gayer nasceu em Goiânia, é professor e possui mais de 3 milhões de seguidores nas redes sociais, onde compartilha suas ideologias.