Tempo seco acende alerta para doenças respiratórias

Goiás, assim como todo o país, experimenta altas temperaturas e baixa umidade do ar, atualmente, condição esperada para o período de inverno. A situação causa desconforto para a população e também acende o alerta para os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave, Srag, que aumentam drasticamente nesta época do ano. O principal vilão do momento é o vírus Sincicial Respiratório, maior causador de bronquiolite em bebês.

A médica intensivista pediátrica Thais Miyagwi, explica que o outono e inverno, são as estações que têm a maior circulação de vírus respiratórios, e os pacientes que já têm problema pulmonar ou predisposição para problemas respiratórios, como a displasia broncopulmonar, que é uma doença pulmonar crônica que afeta recém-nascidos prematuros extremos, estão mais vulneráveis.

“Podem apresentar chiado no peito, ficam mais cansados. E nesse ambiente mais frio, com baixa umidade, o pessoal costuma ficar mais em ambientes fechados e isso favorece a transmissão de todos os vírus respiratórios”, comenta.

Uma diversidade de vírus podem causar doenças respiratórias, sendo os principais: influenza, rinovírus, adenovírus e metapneumovírus. Os grupos mais vulneráveis são os bebês com menos de seis meses, prematuros e idosos.

O perigo aumenta quando a infecção evolui e exige uma internação na Unidade de Terapia Intensiva, UTI. Por isso, pais e familiares precisam agir rapidamente ao notar os primeiros sinais da gravidade. “A febre faz com que a criança respire rápido. Então você tem que observar quando passa a febre, porque o coração acelera, a respiração acelera. Mas a gente tem que observar o desconforto que a gente chama de dispneia, que é a falta de ar”, explica a especialista.

Segundo ela, esses sintomas são sinais claros que indicam que o pulmão está com dificuldade de oxigenar e precisa da ajuda da musculatura para poder melhorar o oxigênio do sangue.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás, SES-GO, neste ano já foram registrados mais de 6 mil casos de internação pela síndrome, com mais de 348 mortes. Os dados geram preocupações para as autoridades de saúde, que alertam para a prevenção contra os vírus. Para  Thais Miyagwi, apesar da maior estratégia de prevenção para os casos graves ser a vacinação, há outras medidas que também podem evitar o contágio. “Evitem levar seus bebês por pelo menos seis meses em lugares públicos”, pontua.

Atualmente, há imunizantes como a vacina contra a influenza, que previne contra o H1N1, H3N2, a vacina da Covid-19 e contra o Vírus Sincicial Respiratório. Todas as doses estão disponíveis no Sistema Único de Saúde, SUS.