Câmara rejeita recomendação do MPGO e não empossa vice-prefeita de Iporá

A Câmara Municipal de Iporá decidiu que não vai atender a recomendação do Ministério Público de Goiás (MP-GO) para que a vice-prefeita, Maysa Cunha (PP) tome posse de forma imediata. O documento foi enviado à Casa na última segunda-feira, 27. Nele, o promotor Luís Gustavo Soares Alves argumentou que não há possibilidade de que a gestão do município seja feita por uma pessoa que está presa, se referindo ao prefeito, Naçoitan Leite (sem partido) que teve a prisão preventiva decretada.

Em resposta, a Câmara alegou que a Lei Orgânica Municipal não exige justificativa para ausência do prefeito por até 15 dias e que esse prazo ainda não expirou. Ressaltou ainda que a vice será empossada assim que o prazo acabar caso o prefeito continue preso.

“Assim que completado esse prazo, com a persistência da situação, e havendo a legal provocação e indicação da competente Propositura Regimental, será convocada Sessão Extraordinária para apreciação do afastamento do atual Prefeito, que, se aprovado, será a Vice-Prefeita empossada”, afirmou o presidente Adriano Coutinho (MDB) no ofício.

O atual prefeito está ausente da administração desde o dia 18 de novembro, quando invadiu a casa da ex-esposa com uma caminhonete e atirou mais de 15 vezes contra o quarto em que ela e o atual namorado estavam.

Naçoitan é alvo de processo de impeachment, mas conta com o apoio de 10 dos 13 vereadores.

O prefeito continua na Unidade Prisional Regional de Iporá desde o dia 23 de novembro, quando se entregou à Polícia Civil.

A defesa alega ele tem problemas no fígado, coração e cérebro, “além de graves consequências psíquicas”, por causa de efeitos prolongados da covid-19 na tentativa de suspender a prisão preventiva do prefeito.

Compartilhe:

Continue Conectado