Advogada teria usado suco para envenenar mãe e filho, diz delegado

A Polícia Civil apresentou detalhes da prisão da advogada Amanda Partata Mortoza e da morte de Leonardo Pereira Alves, de 58 anos, e Luzia Tereza Alves, 86 anos, nesta quinta-feira, 21. Segundo o delegado Carlos Alfame, responsável pela investigação, a suspeita teria colocado veneno em um suco que ofereceu para às vítimas durante um café da manhã. Amanda segue presa por duplo homicídio duplamente qualificado.

A Polícia Científica analisa qual substância foi usada no envenenamento das vítimas. Mais de 300 pesticidas estão sendo analisados para tentar identificar qual pode ter sido aplicado.

Entenda o caso

Segundo a investigação, a advogada é natural de Itumbiara, mas veio para a capital e se hospedou em um hotel. No início da manhã de domingo, ela saiu do hotel, foi em estabelecimentos comerciais para comprar alimentos e retornou por volta das 9h. No local, ela Amanda permaneceu até às 12h, quando saiu novamente em direção a casa do pai e dos avós do ex-namorado para uma.

Na casa, somente Leonardo e Luzia tomaram o suco e comeram o doce. A perícia acredita que mãe e filho tenham divido um bolo no pote, já que outros produtos estavam pouco consumidos. O pai de Leonardo também estava no local, mas não quis comer.

A polícia relata que Leonardo alegou que estava se sentindo mal por volta das 13h de domingo, 17. Ele ainda sugeriu que Amanda procurasse um médico, já que ela estaria grávida e acreditava que algum alimento estava estragado. Enquanto Amanda retornava para Itumbiara, Luzia também começou a apresentar os sintomas e os dois foram encaminhados ao Hospital Santa Bárbara com vômito, diarreia e dores abdominais. Leonardo morreu ainda no domingo, já a mãe faleceu na madrugada de segunda-feira, 18.

Após a confirmação da morte de Leonardo, Amanda deu entrada em uma unidade de saúde alegando também estar com sintomas do envenenamento e ter receio de que algo pudesse acontecer com o bebê.

A polícia esclareceu que ela não estava grávida e não há nenhuma comprovação de que ele estive gestante em algum momento, tanto enquanto ainda estava em um relacionamento com o filho da vítima – que durou um mês e meio – tanto após o término.

A polícia acredita que o crime aconteceu porque Amanda não aceitava ter se sentindo rejeitada com o término do namoro com o filho de Leonardo.

Nas redes sociais, a suspeita se apresenta como psicóloga, mas segundo o Conselho Regional de Psicologia, ela não tem registro profissional.

Amanda segue na Casa de Prisão Provisória de Goiânia à disposição da Polícia Civil.

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