200 mil veículos perdidos para uma frota gaúcha de 2,8 milhões de unidades

A par da tragédia de mortos e de famílias inteiras que perderam tudo, casa, carro, moveis, algumas até a esperança, as enchentes no Rio Grande do Sul estão significando a perda de cerca de 200 mil veículos para uma frota gaúcha de 2,8 milhões de unidades, 5 a 8 por cento, talvez mais. Os cálculos são da Bright Consulting, empresa especializada no setor automotivo que acrescenta que o Rio Grande do Sul absorve 5,4 por cento das vendas nacionais de veículos novos, 10 mil a 11 mil por mês e que os registros de maio foram praticamente nulos. Dado colateral é que as companhias de seguro oferecem a opção do seguro enchente mas que só 30 por cento da frota adotaram essa modalidade

Autopeças

Além das fabricas de autopeças paradas no Rio Grande do Sul afetando a produção dos veículos em São Paulo e até na Argentina, os auditores fiscais do Ministério da Agricultura e Pecuária e os do Ibama, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, estão mobilizados em protesto buscando melhorias em suas carreiras e desde janeiro tornam mais lenta a liberação de mercadorias. Com isso, a indústria automotiva está com 1.200 contêineres de peças e equipamentos parados em portos aguardando liberação. A Anfavea informa que 80 por cento dos containers são de peças e componentes dedicados à produção de veículos leves e pesados e 18% de itens para a produção de máquinas agrícolas e rodoviárias.

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