O Estado de Goiás registrou 43 denúncias de assédio eleitoral no trabalho, nos dois dias seguintes ao segundo turno da eleição presidencial. De acordo com dados do Ministério Público do Trabalho em Goiás, MPT-GO, o estado contabilizava 85 registros no ano todo, ante 38 até a última quinta-feira, 22.
O aumento de casos coincide com a onda de retaliação a eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, PT. Após a reeleição, listas com nomes de supostos eleitores petistas passaram a circular acompanhados de pedidos de boicote para comerciantes e ameaças de demissão para colaboradores.
A maior parte das queixas tramitam sob sigilo na Justiça do Trabalho, mas o MPT-GO, afirmou que parte delas estão ligadas a esta retaliação.


