Foragido de Goiás é preso em operação conjunta na Bahia

Uma operação integrada entre o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, Gaeco, o Ministério Público da Bahia, MPBA e a Polícia Militar da Bahia, PMBA, resultou na prisão de um homem apontado como liderança de uma organização criminosa especializada na produção e distribuição de anfetaminas, conhecidas popularmente como “rebites”.

Anderson Alves da Silva estava foragido da Justiça de Goiás desde dezembro de 2024. Ele foi localizado em Feira de Santana, BA, durante a operação “3 Caras”, que cumpriu um mandado de prisão preventiva e dois mandados de busca e apreensão em endereços situados nas áreas urbana e rural do município.

Durante as buscas, foram apreendidos documentos, aparelhos celulares, armas de fogo, carregadores, munições e comprimidos com características semelhantes às do ecstasy. No local, também foram identificados documentos relacionados a uma nova identidade falsa que seria utilizada pelo investigado.

Os policiais localizaram um laboratório clandestino em uma das propriedades vistoriadas. Conforme o MPGO, o espaço estava em funcionamento e era utilizado para a fabricação de comprimidos de anfetamina.

De acordo com o Gaeco, Anderson teria utilizado diferentes identidades para dificultar a ação das autoridades. Além do próprio nome, ele seria identificado como Wanderson Hanst Novais e Anderson Alves de Andrade, com utilização de CPFs distintos.

As investigações apontam ainda que o suspeito teria participado de pelo menos três episódios de invasão e alteração do Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões, BNMP. A suspeita é de que as modificações tenham provocado a baixa irregular de mandados de prisão expedidos contra ele, permitindo que passasse por abordagens e fiscalizações sem que as ordens judiciais fossem identificadas no sistema.

O investigado também é apontado como responsável pelo comando de um núcleo da organização criminosa encarregado de obter matérias-primas e produzir os comprimidos que seriam distribuídos em diferentes regiões do país. Anderson estava foragido desde 10 de dezembro de 2024, quando o Gaeco/MPGO deflagrou a primeira fase da Operação Ephedra, investigação voltada à desarticulação de uma rede interestadual envolvida na produção de anfetaminas.

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