O candidato ao Senado pelo PSD, Vanderlan Cardoso, foi o nono e penúltimo entrevistado na série de sabatinas da BandNews Goiás com os postulantes à Casa Alta. Natural de Iporá, no oeste de Goiás, e empresário, iniciou sua trajetória política em 2004, quando foi eleito prefeito de Senador Canedo, sendo reeleito em 2008.
Em 2010, deixou a prefeitura para disputar o Governo de Goiás, mas não foi eleito. Em 2014, voltou a concorrer ao governo estadual e novamente não venceu. Já em 2016, disputou a Prefeitura de Goiânia e perdeu o segundo turno para Iris Rezende.
Foi em 2018, que conseguiu ser eleito senador por Goiás. Em 2020, voltou a disputar a Prefeitura de Goiânia, sendo derrotado mais uma vez no segundo turno contra Maguito Vilela. Nas últimas eleições, em 2024, concorreu novamente à prefeitura da capital e terminou a disputa na quinta colocação. E neste ano, concorre à reeleição ao Senado.
Vanderlan ficou conhecido por ser um senador municipalista e defendeu a experiência como prefeito. Segundo ele, a trajetória ideal de um representante público deveria passar pela prefeitura, antes de ascender a cargos no Legislativo ou no Executivo estadual e federal.
“Essa vivência administrativa me preparou para o mandato atual, permitindo que atuasse de forma ampla em áreas essenciais como saúde, esporte, educação e arranjos produtivos locais, competências estas fundamentais para a rotina de um prefeito”, afirma.
Essa característica municipalista consolidou-se através da destinação de emendas parlamentares aos municípios. Contudo, o senador se posiciona contra as chamadas “emendas PIX”. Vanderlan justificou a manifestação contrária a modalidade pela falta de mecanismos seguros de fiscalização.
“Eu consultei órgãos de controle, como o Tribunal de Contas dos Municípios, TCM, e concluí que, dada a fragilidade na verificação da aplicação dos recursos, preferi optar por outras formas de destinação que garantam maior transparência e segurança na execução das obras”, explica.
Em sua atuação no Senado, Vanderlan destacou a relatoria de um projeto, apreciado recentemente na Comissão de Assuntos Econômicos, que propõe a redução da carga previdenciária dos municípios.
O senador argumentou que muitos entes municipais, especialmente os de pequeno porte, enfrentam situações críticas devido aos altos encargos, o que inviabiliza o cumprimento das contribuições previdenciárias. “A proposta prevê que a alíquota de participação dos municípios seja ajustada conforme o desempenho do PIB local, aliviando o impacto financeiro e reforçando sua agenda em defesa das gestões municipais”, explica.
Ainda durante a entrevista, o candidato respondeu perguntas sobre a jornada de trabalho 6×1, a Reforma Tributária e o Supremo Tribunal Federal. A série de sabatinas com os candidatos ao Senado por Goiás prossegue até o dia 4 de setembro. Nesta sexta-feira, 04, a entrevistada será a candidata pelo União Brasil, Gracinha Caiado.

