Gustavo Mendanha, PRD, defende debate político no meio evangélico e confirma segundo voto em Gracinha Caiado, UB

Os evangélicos constituem uma parte relevante da população nacional. E portanto, o voto evangélico representa um segmento expressivo do eleitorado brasileiro. Dados do Censo Demográfico de 2022, realizado e divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, mostram que entre 2010 e 2022, o número de evangélicos cresceu 5,2 pontos percentuais, saindo de 21,6% para 26,9% da população.

O crescimento desse grupo, o transformou em um campo de atenção estratégica para os diferentes espectros políticos. Em Goiás, por exemplo, foi observado durante as convenções partidárias das eleições de 2026, a busca por figuras evangélicas para composição de chapas com o objetivo de alcançar essa parte do eleitorado. Esse tipo de abordagem é alvo de críticas por parte de determinados grupos políticos e esferas sociais, que condenam o debate político dentro das igrejas, sobretudo, nas igrejas evangélicas.

Ao comentar a pauta, durante sabatina na BandNews FM nesta segunda-feira, 31, o candidato ao Senado Federal pelo PRD, Gustavo Mendanha, que diz ser “crente raiz”, avaliou que assim como outras organizações sociais, a igreja também deve debater a política partidária, embora condene a instrumentalização da fé para fins eleitorais.

Mendanha questionou por que o debate político é legitimado em espaços como sindicatos e universidades, mas é alvo de críticas quando ocorre dentro das igrejas. Para ele, os fiéis também têm o direito de se reunir para discutir posições e propostas políticas.“Eu possuo minha fé e sou religioso, mas também sou um agente político. Compreendo que a força política das igrejas gere críticas, as quais considero naturais. Entretanto, acredito que o debate é legítimo em todos os espaços”, afirmou.

O candidato ressaltou que a discussão deve ocorrer fora dos momentos de culto e defendeu que a igreja também seja espaço de reflexão sobre política. “Assim como ocorre em universidades e sindicatos, a igreja também deve ser um lugar de reflexão política”, declarou.

O ex-prefeito de Aparecida de Goiânia também reiterou a autenticidade de sua vivência religiosa. Segundo Mendanha, a fé faz parte de sua trajetória pessoal desde a infância e não está relacionada à carreira política.“Não me tornei evangélico por conveniência política; sou cristão desde o berço”, afirmou.

Embate encerrado com Gracinha Caiado

Mendanha também esclareceu sua relação com a ex-primeira-dama Gracinha Caiado, candidata ao Senado pelo União Brasil, durante a entrevista que marca a segunda fase da série de sabatinas com os candidatos ao Senado. Relação essa que se viu estremecida após declarações sobre supostos atritos entre ambos. O candidato atribuiu a instabilidade a interpretações equivocadas fomentadas por veículos de imprensa, que ele chama de “adversários do ex-governador Ronaldo Caiado, PSD.

Mendanha citou um trecho do Evangelho de Mateus para reforçar o discurso de pacificação e afirmou manter uma postura diplomática diante das disputas políticas.“Como diz o Evangelho de Mateus, capítulo 5, versículo 9: ‘Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus’”, declarou.

O candidato também confirmou que Gracinha será seu segundo voto para o Senado. “Tenho o maior respeito por todos, inclusive pelos adversários que me dirigem críticas constantes; mantenho um perfil diplomático e não busco o embate. Confirmo que Gracinha Caiado é o meu segundo voto”, afirmou.

Gustavo Mendanha Mello, natural de Goiânia e com trajetória política consolidada em Aparecida, integra a base governista. Nas eleições deste ano, concorre a uma das 2 vagas ao Senado por Goiás pela Federação Renovação Solidária, PRD e Solidariedade.