Mulheres ainda ocupam poucos cargos de comando nos partidos políticos

Mulheres

Apesar de serem maioria no eleitorado brasileiro, as mulheres seguem com baixa representatividade nas principais instâncias de decisão dos partidos políticos. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que elas representam 53% dos eleitores e 47% dos filiados às legendas, mas comandam apenas quatro dos 30 partidos com registro ativo no país.

Em Goiás, o cenário é semelhante. Apenas quatro siglas são presididas por mulheres, evidenciando a desigualdade na ocupação dos espaços de liderança política.

A discussão ganhou força após declarações da deputada federal Adriana Accorsi (PT), presidente estadual da legenda, que afirmou enfrentar resistência interna por manter sua pré-candidatura à reeleição para a Câmara dos Deputados. Segundo a parlamentar, sua liderança tem sido questionada por integrantes do próprio partido, em um contexto que ela relaciona à desigualdade de gênero na política.

Adriana defende que a reduzida presença feminina nos espaços de comando compromete a representatividade e limita o debate de pautas voltadas às mulheres.