Um relatório do Conselho Nacional dos Direitos Humanos, CNDH, coloca Goiás com fragilidades do debate nacional sobre discurso de ódio e extremismo. O documento reúne conclusões de missão realizada entre 23 e 25 de fevereiro e aponta falhas do Estado na prevenção, no acolhimento de vítimas, na produção de dados e na integração entre órgãos públicos.
A visita integra uma série de ações iniciadas em 2023, após a criação de relatoria específica sobre o tema. Segundo o relatório, a manifestação mais recorrente no Estado é a intolerância contra religiões de matriz africana. São relatos de agressões, invasões de espaços religiosos, destruição de objetos sagrados e ameaças.
Apesar da existência de ações pontuais nas áreas de segurança, justiça, educação e assistência social, o CNDH aponta ausência de mecanismos específicos para enfrentar o problema. O documento sugere a criação de uma política estadual de combate ao discurso de ódio e implantação de um gabinete interinstitucional permanente. O estudo recomenda também a capacitação de agentes públicos e o fortalecimento de ações de proteção a grupos vulneráveis.
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