Uma operação contra suspeita de corrupção na saúde pública investiga esquema milionário no Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia. A ação, chamada Operação Sepse, é conduzida pelo Ministério Público Federal, com apoio da Polícia Federal, e apura fraudes na gestão de leitos de UTI.
Segundo as investigações, contratos teriam sido direcionados e superfaturados, com pagamento de propina de cerca de 10% à cúpula do Instituto Brasileiro de Gestão Hospitalar. O esquema também envolveria lavagem de dinheiro com uso de empresas de fachada, contas de laranjas e movimentações financeiras para dificultar o rastreamento. De acordo com os investigadores, valores foram pulverizados por meio de transferências sucessivas e saques em espécie, chegando a mais de R$ 1,5 milhão em um único caso.
A apuração teve origem na Operação Parasita, da Polícia Civil, e avançou após quebra de sigilos bancários, fiscais e telemáticos. A investigação aponta uso de recursos federais do SUS, o que levou o caso para a Justiça Federal.
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